Panorama

Grupo de muladeiros refaz o caminho das antigas boiadas Agronegócio  Destaques | 11 de janeiro de 2012

Grupo de muladeiros refaz o caminho das antigas boiadas que eram tangidas de Patos de Minas até Barretos: Combinação de tradição, amizade e muita resistência 

No dia 14 de agosto, um grupo de cerca de dezoito muladeiros apaixonados pelas tradições que pouco se vê nos dias atuais, partiu de Patos de Minas (MG) com destino à cidade de Barretos (SP). A comitiva era composta por empresários, agropecuaristas, profissionais liberais e comerciantes que procuraram seguir com fidelidade o costume antigo de percorrer estradas de terra no lombo de mulas e burros, realizando os pousos no campo ao relento com comida feita no caldeirão de ferro: feijão tropeiro, carne de sol, carreteiro. Tempo antigo, que há muito não faz parte do cotidiano brasileiro, nem mesmo da memória dos mais moços. Não nessa parte do Brasil em que o asfalto e as carretas boiadeiras substituíram o modo já passado de tanger o gado para o abate, tocado em meio à poeira e à ventania dos agostos.
Entre os participantes, um veterano muladeiro que guiou a comitiva até Barretos, Sr. Olímpio Luiz Vieira, conhecido pelo carinhoso apelido de “Pimpa”. Do alto de seus 84 anos, foi um dos mais entusiasmados. Durante mais de 50 anos de sua vida, Seu Pimpa foi chefe de comitiva e percorreu o Brasil de norte a sul no lombo de um burro. Recorda-se que chegou a tanger gado desde São Paulo até o Maranhão, numa aventura que durou mais de 11 meses. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, ele conhece literalmente como a palma da própria mão; um conhecer diferente de volte de carro, e sim das rédeas, em cima de um muar. Patos de Minas a Barretos, é logo ali, gaba-se Seu Pimpa, que perdeu as contas de quantas vezes fez essa viagem.
Tropa condicionada, com direito a carro e caminhão de apoio, pé na estrada, melhor dizendo, cascos na estrada. A previsão da viagem era durar 13 dias, percorrendo a distância entre as duas cidades, superior a 300 quilômetros, num revezamento de animais em que cada muladeiro se alternava entre dois animais: um dia montado em um; no dia seguinte, noutro. Durante o percurso, viajavam preferencialmente na parte da manhã e paravam á tarde para o descanso e para se alimentar e também, dar de comer à tropa: ração balanceada, feno, suplemento mineral da Tortuga, o Kromium. Foi ainda fornecido o Kromium Equilibrium, também da Tortuga, que repõe os eletrólitos perdidos durante os exercícios de alta intensidade, além de auxiliar na restauração do equilíbrio osmótico, reduzindo a fadiga muscular. Pela manhã, antes da saída, os muares receberam, também, Kromium Energy, suplemento que fornece energia suplementar antes das atividades físicas intensas, que garantiu significativo aumento de desempenho muscular durante o percurso. Produto composto por minerais orgânicos, vitaminas, aminoácidos e ômega 3 e 6.
Segunda Vaquer, presidente da Associação dos Muladeiros do Alto Paranaíba e um dos organizadores da comitiva, os produtos da Tortuga foram fundamentais para o bom desempenho da tropa durante o percurso, que foi feito com 2 dias a menos que o programado. Sendo que num único dia chegaram a percorrer  70 quilômetros. “Alguns animais adquiriram escore corporal durante a viagem…”, completa.

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Rua: Ângelo Valcazara, 58

Centro – Itaberá SP

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