Conheça a História do CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral)
Na década de 1970 foi fundado em Itaberá o CATI Curiosidades Destaques | 6 de dezembro de 2011
Na década de 1970 foi fundado em Itaberá o CATI, a Secretária de Agricultura resolveu instalar nessa região uma unidade que viesse contribuir com o trabalho desse Órgão de Extensão Rural do Governo do Estado, para desenvolver melhor a fruticultura na região, para desenvolver novas tecnologias de agricultura num determinado local considerando as peculiaridades do solo e do ar.
A partir da década de 1990 começou o trabalho junto aos agricultores familiares da região de Itapeva e contato também com os agricultores maiores, como por exemplo: Holambra, Paranapanema, Itapetininga, Pilar do Sul e Colônia Japonesa.
Esse trabalho foi iniciado para poder atender ao pequeno produtor, pois, apesar de ser um órgão do Estado o lucro de produções de muda do CATI, não recebe recurso governamental e é sustentado pela produção e venda da muda, também por venda de sementes que vem de outras unidades do CATI, localizadas na região de Avaré, Itapetininga ou Manduri.
Nós trazemos as sementes de feijão, milho, soja, trigo, titricalho, é a produção e venda desses insumos que sustenta todo trabalho de geração de tecnologia e transferência dessa tecnologia.
A unidade foi se desenvolvendo e a produção de mudas de Itaberá, hoje, tem clientes no Norte do Paraná, Sul de Minas, na região da Mantiqueira, área de fronteira nobre em Minas Gerais, região de Santa Julia (chapadão), região de Araxá RS, que estão começando com o fruto, e vem buscar a tecnologia aqui.
Hoje o lucro de produção de mudas de Itaberá é referência em produção de mudas de ameixa, sendo o único viveiro, no país, que possui toda produção, desde o material de pagaco 3, que seriam as matrizes, onde é retirado o material vegetal que será enxertado, produção de pós enxerto, até finalizar a produção da muda. Então ela é fechada em ambiente protegido, evitando um inseto que transmite uma doença, chamada escaldadura da ameixa e que tem dizimado a produção de ameixas no Estado de São Paulo e Sul do Brasil.
O CATI de Itaberá, hoje é um centro de referência nesse sistema. Com trabalhos científicos, publicados para manter a planta matriz sadia.
O CATI tem uma parceria com o Prefeito Sr. Walter Sergio de Souza Almeida e a Secretaria da Agricultura naquilo que se refere aos trabalhos de recomposição de matos ciliar, na verdade a prefeitura ajuda o CATI no que pode e o CATI faz o mesmo.
Independente disso existe uma portaria que todos os órgãos públicos do Estado de São Paulo.
Desconto de 20% do preço de tudo que é produzido e comercializado, isto é um diferencial para as prefeituras que precisam recompor o plantio de árvores dentro da cidade.
Fundadores da década de 70, quando o CATI era uma sessão técnica:
Diretor Responsável Sr. Antonio Bortoleto, foi quem trouxe a Unidade para Itaberá.
Sr. Waldemar Remert Russi foi o funcionário que ficou morando no local desbravado, para começar a estabelecer o viveiro. Este é o funcionário mais antigo, ainda está vivo e até dois meses atrás, ainda morava no local. Hoje aposentado reside na cidade de Itaberá
História do Dr. Jorge de Castro.
Ele foi designado pelo Sr. Bortoleto para dirigir essa unidade quando se iniciaram os trabalhos em Itaberá. Ele não gostava que caçasse nas dependências do CATI, já na década de 70 ele pensava na preservação do meio ambiente e não gostava da destruição da natureza, e havia muitos caçadores aqui, as pessoas vinham caçar pássaros e outros animais.
E aconteceu que um dia ele pegou alguns caçadores com pássaros em gaiolas, ele sozinho enfrentou uns três ou quatro camaradas, tomando e pisoteando as gaiolas, soltando todos os pássaros; os caçadores ficaram com medo, pois, o mesmo não postava grande estatura, mas impôs a vontade dele de não deixar caçar no local. Aqui hoje é um legado dele, muita coisa que temos preservado é por causa dele.
Emanoel Afonso Souza Moraes (Mané do CATI).